Quatro associações ambientalistas — GEOTA, Liga para a Protecção da Natureza, ZERO e o coletivo ClimaAção Centro— lançaram uma petição pública para exigir a suspensão imediata do concurso para a construção da barragem de Girabolhos, no Rio Mondego.
As organizações contestam a legalidade, utilidade e fundamentação do projeto, defendendo a realização de um estudo público rigoroso sobre as cheias no Baixo Mondego, acompanhado por um plano de revisão e manutenção do sistema atual.
Os promotores exigem ainda a realização de uma Avaliação de Impacte Ambiental completa e o respeito pelas áreas classificadas, como a Reserva Agrícola Nacional e a Reserva Ecológica Nacional, alertando para o risco de agravamento de cheias.
Segundo João Joanaz de Melo, do GEOTA, o projeto já foi rejeitado no passado e terá sido retomado por decisão política, sem fundamentos técnicos sólidos. Os ambientalistas alertam também para os impactos negativos na biodiversidade de um dos troços mais preservados do Mondego e questionam a eficácia da barragem no controlo de cheias e na produção de energia.
A petição pretende garantir transparência no processo e salvaguardar o ambiente, as populações e os recursos públicos, face a um projeto integrado na estratégia “Água que Une” e no Plano Nacional de Energia e Clima 2030.







































































