A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, defendeu, esta sexta-feira, 28 de agosto, no Rio de Janeiro, que a gestão do património público deve assumir um papel estratégico na preparação e resposta das cidades a situações de crise e calamidade.
A autarca participou como oradora no CIMI360 – Congresso Internacional do Mercado Imobiliário, no painel “A Utilização de Imóveis Públicos em Situações de Desastre”, onde partilhou a discussão com o CEO do CIMI360, Heitor Kuser, e o presidente do Sistema COFECI-CRECI, João Teodoro da Silva.
Durante a sessão, dedicada ao papel dos imóveis públicos em contextos de emergência, Ana Abrunhosa defendeu que os edifícios públicos devem ser encarados para além da sua função habitual e preparados para responder a situações de crise.
“Os edifícios públicos vão muito além de abrigos temporários em momentos de crise. São infraestruturas de segurança coletiva e instrumentos de proteção social. A resiliência deve deixar de ser uma política setorial e passar a ser um princípio estruturante de toda a ação pública”, afirmou.
A presidente da Câmara de Coimbra considerou que a resiliência deve estar integrada em todas as fases da gestão do território, desde a prevenção e preparação até à resposta à emergência e à reconstrução. Nesse processo, defendeu que a proteção e a dignidade das populações devem estar no centro das decisões.
A autarca sublinhou ainda a necessidade de considerar a função estratégica dos edifícios municipais em situações de emergência na avaliação e reabilitação do património público.
Outro dos pontos destacados foi o papel dos municípios como primeira linha de resposta perante situações de crise, devido à sua proximidade às populações e ao território. Ana Abrunhosa salientou, neste contexto, a importância da articulação entre proteção civil, forças de segurança, serviços de saúde e sociedade civil.
A comunicação com as populações foi igualmente apontada como um elemento essencial. “Em tempos de crise, a informação rigorosa é um recurso tão crítico quanto a água ou a energia”, afirmou, defendendo a transparência como condição para manter a confiança dos cidadãos e garantir uma resposta eficaz.
Na fase de reconstrução, Ana Abrunhosa defendeu que a experiência adquirida durante uma situação de emergência deve servir para corrigir vulnerabilidades e aumentar a capacidade de resistência dos territórios e das infraestruturas, evitando a repetição de soluções que não tenham funcionado.
Durante a intervenção, a presidente da Câmara de Coimbra partilhou também experiências do período em que liderou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e foi ministra da Coesão Territorial, bem como exemplos mais recentes relacionados com Coimbra.
Entre estes, destacou a resposta preventiva adotada perante as tempestades e o risco de cheias do Mondego, em fevereiro deste ano. A experiência, sustentou, reforça a necessidade de integrar a adaptação às alterações climáticas e a relação das cidades com os rios no planeamento urbano.
Município de Coimbra e CIMI360 assinam acordo de cooperação
À margem do congresso, Ana Abrunhosa e Heitor Kuser assinaram um acordo de cooperação entre o Município de Coimbra e a organização do CIMI360.
O protocolo tem uma duração inicial de dois anos, com possibilidade de renovação, e não prevê compromissos financeiros diretos para as partes.
Segundo o município, o acordo pretende reforçar a cooperação externa, criar condições para a atração de investimento e promover iniciativas conjuntas nas áreas do setor imobiliário e da transformação urbana.
Coimbra promove cidade e capta investimento no Brasil
A participação de Ana Abrunhosa no CIMI360 integra a agenda institucional da presidente da Câmara Municipal de Coimbra no Brasil, centrada na promoção externa da cidade, na atração de investimento e na troca de experiências nas áreas da regeneração urbana, desenvolvimento económico e resiliência.
Realizado no Rio de Janeiro, o CIMI360 reúne representantes institucionais, especialistas e profissionais do setor imobiliário de vários países. A programação aborda temas como planeamento urbano, atração de investimento, reabilitação, sustentabilidade e gestão de riscos nas cidades.













































































