O Presidente da República, António José Seguro, afirmou este domingo que “muito ficou por fazer” na sequência dos incêndios de 2017, um dos anos mais devastadores da história dos incêndios florestais em Portugal, defendendo uma ação mais eficaz na prevenção e na resposta a situações de emergência.
As declarações foram proferidas na Guarda, durante as comemorações dos 150 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses. O chefe de Estado reiterou a necessidade de reforçar a prevenção e a capacidade de resposta das autoridades e dos meios de socorro perante os incêndios.
“Muito ficou por fazer depois dos relatórios anteriores, dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado”, afirmou.

António José Seguro considerou, por isso, “urgente evitar que as medidas propostas fiquem na gaveta, adiadas sine die”, defendendo que as recomendações e medidas destinadas a reforçar a proteção das populações devem ser concretizadas.
“As intempéries, as vagas de calor, os sismos, a frequência de incêndios devastadores, em Portugal e noutras geografias, clamam por uma ação atempada, mobilizadora e cientificamente fundamentada”, afirmou.
O Presidente da República acrescentou que estes fenómenos exigem também “uma observação atenta da Presidência da República sobre a proteção e a segurança das comunidades”, área à qual, garantiu, tem dedicado “uma parte significativa” do seu trabalho.

Memória dos incêndios de 2017
António José Seguro recordou ainda a dimensão da tragédia de 2017. Em junho desse ano, o incêndio de Pedrógão Grande provocou 66 mortos e 253 feridos, destruindo cerca de 500 habitações e quase 50 empresas, numa área de aproximadamente 53 mil hectares.
Em outubro, uma nova vaga de incêndios provocou mais 50 mortos e 70 feridos, tendo destruído total ou parcialmente cerca de 1.500 habitações e mais de 500 empresas.











































































