A Bacia do Mondego registou, entre outubro e fevereiro, o maior nível de precipitação dos últimos 75 anos, segundo dados hidrometeorológicos recentemente divulgados. O volume acumulado de chuva neste período superou significativamente a média histórica, colocando o atual ano hidrológico entre os mais chuvosos desde que há registos sistemáticos.
De acordo com especialistas em recursos hídricos, a sucessão de frentes atlânticas e episódios de chuva intensa contribuiu para a subida acentuada dos caudais dos principais cursos de água da região, incluindo o Rio Mondego. Em vários pontos da bacia, as estações meteorológicas assinalaram valores muito acima do normal para a época.
O aumento da precipitação teve impactos diretos no armazenamento das albufeiras, com níveis próximos da capacidade máxima em algumas infraestruturas. Autoridades locais reforçaram a monitorização das barragens e das zonas ribeirinhas, sobretudo nas áreas historicamente mais vulneráveis a cheias.
Apesar dos constrangimentos causados por inundações pontuais e condicionamentos à circulação rodoviária, os responsáveis sublinham que a reposição das reservas hídricas constitui um fator positivo, após períodos recentes marcados por seca severa.
Meteorologistas alertam, contudo, para a necessidade de manter vigilância, uma vez que a variabilidade climática tem provocado episódios extremos cada vez mais frequentes.
A evolução das condições atmosféricas nas próximas semanas será determinante para avaliar o impacto global deste período excecional na região Centro do país.









































































