A Distrital de Coimbra do Partido CHEGA manifestou a sua “profunda insatisfação e indignação” perante a interrupção do Itinerário Principal 3 (IP3) entre o Nó de Miro e o Nó de Penacova, na sequência dos trabalhos de manutenção motivados por um derrame de resina, situação que obrigou ao corte da via durante vários dias.
Em comunicado, a estrutura distrital considera que o encerramento da principal ligação entre Coimbra, Viseu e o interior do país está a provocar “graves transtornos” à mobilidade das populações, afetando igualmente o transporte de mercadorias, o acesso a serviços essenciais e a atividade económica da região.
O CHEGA sublinha que o IP3 constitui uma infraestrutura estratégica para a região Centro e critica a demora na resolução dos problemas rodoviários que afetam o distrito, estabelecendo uma comparação com a rápida reposição da circulação na Autoestrada A1 após os danos provocados pelas intempéries.
Segundo o partido, enquanto a circulação na A1 foi restabelecida em pouco tempo, a Estrada Nacional 110, entre Coimbra e Penacova, e a Estrada Nacional 2 continuam condicionadas ou encerradas há vários meses, sem uma data concreta para a reabertura, situação que considera revelar uma “diferença de tratamento” entre as principais vias concessionadas e as estradas que servem as populações do interior.
A Distrital de Coimbra questiona se a demora resulta de dificuldades técnicas, burocracia ou falta de prioridade atribuída à região, defendendo que os habitantes de Penacova e dos concelhos vizinhos são os principais prejudicados, enfrentando maiores tempos de deslocação, aumento de custos, dificuldades para empresas e trabalhadores e impactos na qualidade de vida.
No comunicado, o CHEGA exige às Infraestruturas de Portugal, ao Ministério das Infraestruturas e às restantes entidades competentes a apresentação de um plano de intervenção urgente, com prazos definidos e transparentes para a conclusão das obras no IP3, bem como para a reabertura da EN110 e da EN2. O partido reclama ainda a implementação de soluções alternativas eficazes para minimizar os constrangimentos enquanto decorrerem os trabalhos.
A Distrital de Coimbra conclui que continuará a acompanhar a situação e a defender investimentos que garantam melhores infraestruturas rodoviárias e uma resposta célere aos problemas de mobilidade que afetam as populações do distrito.











































































