A população de Alcácer do Sal vive momentos de grande tensão e ansiedade devido às intensas inundações provocadas pelo aumento do caudal do Rio Sado, que tem galgado as margens e alagado amplas áreas da cidade ribeirinha.
Foram resgatadas 89 pessoas da zona da baixa de Alcácer.
A situação faz parte de um quadro meteorológico extremo que afeta Portugal, com precipitação intensa associada às tempestades recentes.
Ao longo dos últimos dias, a água acumulou-se nas zonas mais baixas da cidade, transformando ruas e avenidas em verdadeiros canais e ultrapassando 1,20 metros de altura em alguns pontos da baixa, nomeadamente junto à marginal e ao Largo Luís de Camões.
O pico da cheia, associado à combinação entre a subida do caudal do Sado e as marés vivas, tem sido motivo de preocupação para as autoridades locais e para a população. A presidente da autarquia, Clarisse Campos, afirmou que “há mais de 30 anos que não se via uma situação de cheias desta dimensão”, sublinhando a intensidade e o prolongamento do fenómeno.
Fotos: Fernando Frazão
O impacto nas atividades económicas locais é visível: lojas, cafés, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais na zona ribeirinha viram-se obrigados a fechar temporariamente, muitos com perdas significativas. Proprietários relatam cenas invulgares de mesas e cadeiras “a navegar” entre a água que invade as ruas.
O elevado nível da água obrigou os serviços de emergência a atuar de forma intensiva. Entre quarta-feira e a madrugada desta quinta-feira, 89 pessoas foram resgatadas de áreas isoladas pela cheia, sem que tenham sido registados feridos de maior gravidade, segundo a Proteção Civil.
Face à gravidade das cheias, as autoridades decidiram encerrar as escolas em Alcácer do Sal hoje e amanhã, afetando mais de mil alunos que terão de acompanhar aulas à distância.















































































