A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra integra o projeto FIREPOCTEP+, que visa reforçar os sistemas de prevenção e extinção de incêndios florestais na região transfronteiriça entre Portugal e Espanha.
A reunião de arranque teve início hoje, dia 22 de janeiro, em Bruxelas, e contou com a participação da CIM-RC.
“O projeto é financiado pela União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027”, refere em nota a CIM.
O FIREPOCTEP+ é uma “evolução do anterior FIREPOCTEP, procurando aprofundar as tarefas realizadas anteriormente e alargar os resultados através da conceção de protocolos de governação interligados”.
Esta iniciativa constitui uma “referência de cooperação transfronteiriça empenhada na preservação do ambiente e no crescimento socioeconómico das regiões envolvidas. Liderado pela Universidade de Vigo, o programa tem um orçamento total de 3.322.468,75 euros, uma duração de três anos e um total de 15 beneficiários entre Portugal e Espanha, bem como dois parceiros não financiados”.

O projeto promove uma “abordagem integrada e sustentável para enfrentar conjuntamente os desafios comuns, com uma série de objetivos ambiciosos que vão desde o desenvolvimento de metodologias e ferramentas inovadoras, até à promoção de soluções partilhadas através de estratégias participativas que envolvem a população rural e o sector produtivo. No território da CIM Região de Coimbra, o projeto visa melhorar a resiliência da paisagem aos grandes incêndios rurais. Serão identificadas zonas estratégias de gestão para intervenção, no âmbito do projeto, numa ótica de diminuição da carga de combustível com recurso a fogo controlado”.
O projeto visa ainda a “capacitação de técnicos e operacionais e a troca de experiências e sinergias entre parceiros espanhóis e portugueses”, sublinha ainda a CIM.
O FIREPOCTEP+ “alinha-se com as ações do Pacto Ecológico Europeu, centrando-se na atenuação da biodiversidade e no seu impacto nas alterações climáticas. Além disso, a visão transfronteiriça segue os objectivos da Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço (CCDS), destacando-se a necessidade de reforçar a coordenação dos recursos fronteiriços relacionados com a proteção civil e de adaptar os protocolos de ação de emergência em ambos os lados da fronteira. Este projeto responde diretamente aos desafios identificados pelo novo Programa Operacional POCTEP 2021-2027, que reconhece os incêndios florestais extremos como um dos riscos naturais mais importantes na área de cooperação”.
A colaboração público-privada desempenha um “papel fundamental no desenvolvimento do FIREPOCTEP+, que reúne um vasto leque de entidades públicas, universidades, fundações privadas, centros tecnológicos e diversas instituições. Esta aliança reflete o compromisso comum com a preservação do ambiente, o reforço da prevenção dos incêndios florestais e a revitalização das zonas rurais”, diz a concluir.






































































