A Comissão Técnica Independente para a avaliação dos incêndios rurais de 2025 concluiu que a resposta operacional e a gestão do território foram insuficientes para conter a propagação dos fogos, apesar das condições meteorológicas extremas registadas nesse ano.
No relatório final, entregue à Assembleia da República, a comissão identifica falhas na prevenção, no combate e na implementação das políticas de gestão integrada de fogos rurais, considerando que a área ardida ultrapassou o que seria expectável.
Em 2025 foram registados 8.256 incêndios rurais, que consumiram 271.587 hectares, a quarta maior área ardida de sempre em Portugal continental. O incêndio do Piódão, com mais de 65 mil hectares destruídos, foi o maior alguma vez registado no país.
Entre as principais fragilidades apontadas estão a reduzida execução da gestão de combustíveis, uma resposta operacional considerada demasiado reativa, dificuldades na antecipação do comportamento dos incêndios, falta de apoio técnico às operações e insuficiente qualificação dos recursos humanos.
O relatório refere ainda que os meios de combate estiveram frequentemente concentrados na proteção de povoações e infraestruturas, permitindo a progressão dos incêndios para outras zonas, e aponta falhas na comunicação de emergência e na preparação das populações.
Apesar de reconhecer os avanços introduzidos pelo Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, a comissão conclui que muitos dos instrumentos previstos continuam por implementar, deixando recomendações para reforçar a prevenção, a coordenação e a capacidade de resposta aos incêndios.










































































