O concurso público para a construção da Barragem de Girabolhos será lançado no próximo dia 15 de julho, anunciou o Ministério do Ambiente e Energia.
A infraestrutura, a instalar no concelho de Seia, na bacia hidrográfica do rio Mondego, deverá desempenhar um papel relevante na gestão dos recursos hídricos e no controlo de cheias em vários concelhos atravessados pelo rio.
A data escolhida para o lançamento do procedimento coincide com as comemorações dos 50 anos do Parque Natural da Serra da Estrela e com a recente classificação da região como Reserva da Biosfera da UNESCO.
Inicialmente previsto para uma data anterior, o concurso foi adiado para permitir a integração de propostas apresentadas pelos municípios abrangidos pela futura barragem. As autarquias defenderam a inclusão do abastecimento público de água entre as valências do projeto. Segundo o ministério, esta alteração exigiu um reajustamento do processo, mas permitirá responder de forma mais eficaz às necessidades das populações locais.
Em comunicado, o Governo destaca que o alargamento do âmbito da obra reforça o compromisso de compatibilizar o investimento em infraestruturas hídricas com a preservação ambiental de um território considerado de elevado valor ecológico e científico.
A Barragem de Girabolhos, prevista para o distrito da Guarda, terá como principais funções o armazenamento de água, a produção de energia e a mitigação dos efeitos das cheias no rio Mondego. A ministra do Ambiente e Energia afirmou que a existência desta infraestrutura teria facilitado a gestão dos recentes episódios de inundação registados na bacia hidrográfica do Mondego.
O anúncio surge no âmbito do Plano de Rega e Resiliência Hídrica (PTRR), apresentado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. O programa prevê um investimento global de 22,6 mil milhões de euros ao longo dos próximos nove anos, financiado através de fundos públicos nacionais (37%), investimento privado (34%) e fundos europeus (19%).
Além da construção da Barragem de Girabolhos, o plano contempla a criação de 400 charcos e pequenas albufeiras em todo o país, com o objetivo de aumentar a capacidade de armazenamento de água e reforçar a resiliência dos territórios perante os efeitos das alterações climáticas.








































































