Portugal enfrenta um verão marcado pelas altas temperaturas, e com uma onda de calor à porta com as temperaturas a preocuparem já os especialistas, mas também as famílias sobretudo no que diz respeito ao bem-estar dos idosos.
Os peritos alertam que as sucessivas ondas de calor aumentam o risco de desaparecimentos neste grupo de idades. De acordo com a PSP, mensalmente desaparecem cerca de 20 idosos em todo o território nacional, valores que poderão ser mais altos quando conjugados com desaparecimentos reportados a outras entidades, e mais ainda em alturas de calor extremo.
O aumento das temperaturas durante os meses de verão, e com flutuações cada vez mais imprevisíveis, convertem-se num fator de risco para os idosos. Tal e como advertem os peritos da SaveFamily, as ondas de calor podem provocar golpes de calor, quadros de desidratação, fadiga extrema, desequilíbrios, tonturas, enjoos e confusão, especialmente entre pessoas mais idosas que vivem sozinhas ou possuem tratamentos farmacológicos que podem alterar a sua capacidade de resposta frente ao calor extremo. Estes episódios também se agravam em pessoas com doenças neurodegenerativas ou com problemas de memória.
Além do mais, durante o verão, aumentam as saídas ao exterior, os passeios e as atividades ao ar-livre. Em pessoas com Alzheimer, por exemplo, demência ou outros transtornos cognitivos, esta maior mobilidade coincide com uma alteração das rotinas habituais ou visitas a segundas residências e, em muitos casos, um menor supervisão familiar devido às férias ou deslocações.
A combinação do calor extremo, alterações dos hábitos e patologias associadas ao envelhecimento pode provocar que se sintam severamente desorientados. Quando estas situações se produzem fora do domicílio, a pessoa pode ser incapaz de regressar pelos próprios meios ou de pedir ajuda, o que leva a que se disparem os casos de desaparecimentos e se dificultem os trabalhos de localização.
“Todos os verões observamos uma maior preocupação das famílias porque o calor extremo pode acelerar os processos de desorientação em pessoas com deterioro cognitivo ou problemas de memória. Uma pessoa que sai para caminhar com normalidade pode sofrer um episódios de confusão provocado pela desidratação ou por um golpe de calor e perder a capacidade de se orientar. Por isso insistimos na prevenção e no uso de ferramentas que permitam localizar rapidamente a pessoa vulnerável”, explica Jorge Álvarez, CEO de SaveFamily.






































































