Entra em vigor esta segunda-feira a Fase Charlie do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), marcando um reforço significativo dos meios de prevenção, vigilância e combate em todo o território nacional, numa altura em que aumenta o risco de incêndio com a aproximação do verão.
Durante o mês de junho, serão reforçadas as equipas operacionais, os meios aéreos e os sistemas de vigilância, numa preparação gradual para a Fase Delta, considerada a mais exigente do ano, que decorrerá entre julho e setembro. Nesse período, o dispositivo contará com mais de 15 mil operacionais, cerca de 3.500 veículos e 81 meios aéreos distribuídos pelo país.
Os centros de comando desempenham um papel central na coordenação e gestão dos recursos disponíveis, permitindo antecipar situações de risco e posicionar os meios de forma estratégica, de acordo com as condições meteorológicas e a evolução do perigo de incêndio.
Na sub-região de Coimbra, o reforço já se faz sentir, com o número de postos de vigia ativos a aumentar de sete para 19, fortalecendo a capacidade de deteção precoce e de resposta rápida a eventuais ocorrências.
Apesar do aumento dos meios, as autoridades sublinham que a prevenção continua a ser o fator mais importante na redução do número e da gravidade dos incêndios rurais. A ocorrência simultânea de várias ignições pode colocar forte pressão sobre os recursos disponíveis, mesmo em períodos de máxima prontidão.
Recorde-se que o prazo para a limpeza de terrenos foi prolongado até ao final de junho, na sequência das tempestades que provocaram a queda de milhares de árvores e dificultaram os trabalhos de gestão de combustível em diversas regiões.
As autoridades apelam à população para adotar comportamentos responsáveis e evitar ações de risco, reforçando que a proteção da floresta depende do contributo de todos.




































































