A distrital de Coimbra do Chega manifestou hoje “profunda indignação” com o corte da Estrada Nacional 2 (EN2), entre as localidades da Ponte e da Carvoeira, no concelho de Penacova, considerando o troço vital para a mobilidade da população local.
Segundo comunicado da estrutura partidária, a via encontra-se intransitável devido a problemas graves de instabilidade nas encostas junto ao cemitério da Carvoeira, situação agravada pelos recentes episódios de chuva intensa. O partido refere o agravamento de fissuras na plataforma rodoviária e riscos acrescidos para a encosta e para o próprio cemitério, onde novos enterros foram suspensos por tempo indeterminado.
A distrital questiona a repartição de responsabilidades entre a Infraestruturas de Portugal, entidade gestora da estrada nacional, e o Município de Penacova, responsável pelos terrenos adjacentes e pelo cemitério em risco, alertando para o que considera ser um arrastar de decisões.
No comunicado, o partido chama ainda a atenção para a falha geológica Vérin–Régua–Penacova, apontando-a como fator de risco estrutural conhecido há décadas e defendendo que os recentes deslizamentos evidenciam a fragilidade geológica do território.
Entre as medidas defendidas estão uma intervenção urgente para reabertura da EN2, a realização de um estudo geológico aprofundado e público sobre os riscos associados à falha e a eventual responsabilização política por atrasos na resolução do problema. A estrutura distrital sustenta que as populações de Penacova e do distrito de Coimbra necessitam de infraestruturas seguras e acusa o poder público de negligenciar a prevenção no interior do país.






































































