A 12.ª edição da Escola de Verão do Espaço promovida, em Coimbra, pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), decorre, em setembro, durante três dias e culmina as suas atividades no município da Pampilhosa da Serra, anunciou hoje a organização.
A iniciativa, intitulada, no original, em inglês, “Coimbra Space Summer School”, é promovida pelo IPN no âmbito da incubadora da Agência Espacial Europeia (ESA BIC Centro) e tem, este ano, um programa inspirado no “feito histórico da missão Artemis II — a primeira viagem tripulada a sobrevoar a Lua desde a Apollo 17 em 1972, ocorrida em abril”, sustentou o promotor em nota enviada à agência Lusa.
Este marco, adiantou, pretende ser um “catalisador para desafiar a próxima geração de talentos a moldar o futuro da economia do espaço”, criando soluções para a exploração lunar.
O projeto foi concebido “como uma plataforma intensiva de capacitação” e pretende que os seus destinatários – estudantes do ensino superior, investigadores, empreendedores e entusiastas – possam transformar ativos e tecnologias espaciais em modelos de negócio viáveis.
Ao longo dos três dias, com início a 02 de setembro, “os participantes serão incentivados a analisar os avanços científicos e humanos que viabilizaram o regresso à órbita lunar e a responder aos complexos desafios que a permanência no espaço ainda coloca”, vinca o comunicado do IPN.
O encerramento está agendado para a Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, “território que tem vindo a consolidar a sua posição como polo regional estratégico e de referência no setor aerospacial” e cujas infraestruturas, nomeadamente o observatório espacial, localizado em Porto da Balsa, será dado a conhecer aos participantes.
Ainda sobre a Coimbra Space Summer School, a nota do IPN esclarece que o programa de trabalho “está desenhado para converter ideias em projetos concretos, através do trabalho em equipas multidisciplinares”.
“Com o apoio contínuo de mentores e o acompanhamento de especialistas nacionais e internacionais, os grupos vão desenvolver propostas em áreas críticas como a preservação da saúde humana em ambientes de radiação e gravidade extrema, a garantia de comunicações resilientes em espaço profundo, a prospeção responsável de recursos minerais na superfície lunar e a otimização logística de missões tripuladas de longa duração. A experiência culmina numa competição de ideias de negócio, onde as equipas apresentarão as suas propostas perante um júri de especialistas”, frisou.











































































