Estudantes da Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra vão participar na final nacional da 12.ª edição do Apps for Good, programa educativo tecnológico promovido pelo CDI Portugal, que se realiza no próximo dia 18 de setembro, a partir das 10h00, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.
A equipa da instituição apresenta o Mentor IA, uma aplicação desenvolvida para apoiar docentes ao longo da sua carreira. A solução funciona como um assistente inteligente que esclarece dúvidas pedagógicas, apoia a gestão profissional e facilita a organização e o planeamento do trabalho dos professores.
A participação da Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra integra a estreia do Apps for Good no Ensino Superior em Portugal, numa edição que marca uma nova etapa do programa promovido pelo CDI Portugal e posiciona o país como o primeiro da rede internacional Apps for Good a alargar a iniciativa a este nível de ensino. Em 2026, o programa passou a envolver instituições universitárias e politécnicas na aplicação da metodologia Apps for Good em contextos pedagógicos académicos, desafiando estudantes de diferentes áreas a desenvolver soluções digitais com impacto social, através de metodologias ativas, aprendizagem baseada em projetos, trabalho colaborativo e resolução de problemas reais.
Na Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra, a iniciativa decorreu no âmbito da Licenciatura em Educação Básica, na unidade curricular de Desenvolvimento Curricular, envolvendo cerca de 58 alunos, organizados em 16 equipas. O Encontro Local da instituição, realizado no passado mês de junho, constituiu um momento de apresentação e partilha dos projetos desenvolvidos pelos estudantes.
A final nacional do Apps for Good reúne, este ano, 30 projetos desenvolvidos por alunos do ensino básico, secundário e, pela primeira vez, do ensino superior, provenientes de todo o país. Ao longo do dia, os jovens apresentarão soluções tecnológicas para responder a desafios reais relacionados com os ODS, incluindo a erradicação da pobreza, saúde e bem-estar, educação de qualidade, trabalho digno e crescimento económico, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, produção e consumo sustentáveis, ação climática, proteção da vida terrestre e paz, justiça e instituições eficazes.
“Quando um jovem deixa de ser apenas consumidor e passa a criador de tecnologia, transforma-se a sua perceção sobre aquilo que é possível. No Apps for Good, os alunos partem de problemas que reconhecem nas suas comunidades e percebem que têm capacidade para construir respostas com impacto. É uma aprendizagem profundamente emancipadora: desenvolvem competências tecnológicas, mas também colaboração, criatividade, comunicação, pensamento crítico e uma consciência mais ativa do seu papel na sociedade”, afirma João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal.
Ao longo dos seus 12 anos de existência, o Apps for Good já envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e mais de 800 escolas, responsáveis pela criação de milhares de soluções tecnológicas. Mais do que ensinar programação ou desenvolvimento de aplicações, o programa aproxima a aprendizagem dos desafios do mundo real, convidando os jovens a identificar problemas nas suas comunidades e a criar respostas concretas com recurso à tecnologia. Neste percurso, desenvolvem competências essenciais para o futuro, como criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipa, comunicação e capacidade de resolução de problemas, reforçando a confiança e o sentido de cidadania ativa.
O momento institucional da final, marcado para as 17h30, contará com a participação de João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal, James Garnett, Presidente do Conselho de Administração do Apps for Good UK, e Erin Chemery, Senior Project Officer da UNESCO, ligada à Teacher Task Force. A sessão será encerrada por Alexandre Homem-Cristo, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.







































































