A dupla Gonçalo Henriques/Inês Veiga foi uma das grandes protagonistas do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) nesta edição do Rally de Portugal.
No final do Rally de Portugal, Gonçalo Henriques não disfarçou a satisfação: “Foi um rali bastante divertido para nós. Fica na memória um excelente resultado. É pena o braço de direção ter ficado empenado depois da aterragem do salto na primeira passagem por Mortágua, na manhã de hoje (sexta-feira). Fizemos toda a manhã com uma roda aberta, mas o nosso andamento foi sempre muito bom, ao nível dos pilotos da frente ou até mais rápido do que eles. Por isso, estamos contentes. Um segundo lugar, com uma vitória na Power Stage, é um resultado incrível. Claro que gostávamos muito de ter ganho, pois era esse o nosso objetivo, mas estamos satisfeitos com o que fizemos estes dias. Estamos muito motivados para as próximas provas; mais do que nunca queremos ganhar e vamos tentar fazê-lo já em Lisboa.”
Já a dupla Hugo Lopes/Magda Oliveira protagonizou uma exibição de enorme resiliência. O momento alto da sua participação foi a vitória na Super Especial da Figueira da Foz entre os portugueses, um justo prémio para a jovem formação. A sua performance foi, contudo, condicionada por problemas mecânicos surgidos logo na classificativa de abertura que, pela impossibilidade regulamentar de assistência técnica, nunca puderam ser resolvidos. Impedidos de imprimir o seu habitual andamento, Hugo e Magda focaram-se na gestão da prova, sendo recompensados com a 7.ª posição no CPR e a importante soma de pontos para a equipa.
Para Hugo Lopes, o 7.º lugar conquistado no Rally de Portugal foi o resultado possível tendo em conta as circunstâncias: “Foi um rali em que andei muito condicionado. Logo no primeiro troço fiquei sem travão de mão. Já na especial da Figueira da Foz, com o carro impecável, conseguimos fazer um bom registo e vencer entre os portugueses. Foi o momento alto da nossa prova, porque depois, no segundo dia, quando sabíamos que a manhã era importante para aproveitar os pisos menos degradados, a verdade é que na sequência de uma aterragem mal conseguida no salto de Mortágua, a direção ficou com uma fuga de óleo e sem assistência obrigou-me a um enorme esforço físico. Quando conseguimos resolver o problema, o objetivo passou a ser apenas terminar o rali e somar os primeiros pontos para o campeonato.”




































































