O troço do IC3 encerrado desde fevereiro, na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin, vai reabrir parcialmente na próxima sexta-feira, 10 de julho, a partir das 10h00, anunciou a Infraestruturas de Portugal (IP) à Câmara de Penela.
A decisão foi comunicada ao presidente da Câmara, Eduardo Nogueira dos Santos, pelo vice-presidente da IP, Rui Coutinho, durante uma reunião realizada esta quarta-feira nos Paços do Concelho, com a presença de técnicos das duas entidades.
Segundo a Infraestruturas de Portugal, os estudos técnicos e de segurança realizados permitiram concluir que a patologia identificada na via se encontra estabilizada, não tendo sido registadas alterações desde maio. Estão, assim, reunidas as condições para a reabertura parcial do troço, com circulação alternada numa única faixa de rodagem, regulada por semáforos e sujeita a limites de velocidade.
Numa primeira fase, a circulação será permitida apenas a veículos ligeiros e de emergência. A IP refere que a situação continuará a ser monitorizada de forma permanente e que, até à reabertura, serão executadas intervenções pontuais para garantir as condições de segurança.

O município recorda que, desde o encerramento da via, defendeu a necessidade de uma reabertura parcial assim que estivessem asseguradas as condições de segurança, procurando minimizar os impactos na mobilidade das populações e na atividade económica. Entre as diligências desenvolvidas, a autarquia solicitou também um parecer à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, alertando para as dificuldades no socorro às populações e no combate aos incêndios.
A IP esclareceu que apenas nesta fase, após a estabilização da situação e a conclusão dos estudos técnicos, foi possível validar uma solução de reabertura parcial em segurança.
Para o presidente da Câmara de Penela, Eduardo Nogueira dos Santos, trata-se de “uma decisão positiva e há muito aguardada pela população”, considerando que o resultado reflete também “a persistência e a determinação” do município junto das entidades competentes.
Apesar de saudar a reabertura, o autarca sublinha que a solução agora encontrada é provisória. Eduardo Nogueira dos Santos defende o arranque urgente da intervenção definitiva e garante que continuará a exigir medidas que reduzam os impactos da obra na população, nas empresas e nas instituições do concelho.
O presidente da autarquia reafirma ainda que o município não aceitará um novo encerramento total da ligação sem que exista uma alternativa viável, lembrando que a circulação de veículos pesados continua sem solução. Nesse sentido, insiste na criação de um traçado alternativo que assegure a mobilidade das populações, o acesso aos serviços essenciais e o normal funcionamento da atividade económica no concelho.








































































