As prometidas ligações rodoviárias do interior da Região Centro continuam sem perspetivas concretas de construção, apesar de integrarem o planeamento rodoviário nacional há várias décadas.
O Itinerário Complementar 6 (IC6), destinado a ligar Coimbra à Covilhã, permanece longe de chegar ao terreno, enquanto os projetos do IC7 e do IC37 arriscam regressar praticamente à estaca zero.
A informação foi confirmada pela Infraestruturas de Portugal (IP), ao JN, que adiantou que o projeto de execução do troço do IC6 entre Tábua, Oliveira do Hospital e Folhadosa deverá ficar concluído até ao final deste ano. Após essa fase, o processo seguirá para avaliação de impacte ambiental, um passo indispensável antes da eventual abertura de concurso para a obra.
Apesar deste avanço administrativo, a construção da via continua sem calendário definido, prolongando uma espera que já se arrasta há décadas para as populações e empresas da região, que reclamam melhores acessibilidades e maior coesão territorial.
Mais preocupante é a situação dos itinerários complementares IC7 e IC37. Segundo a IP, ambos necessitam de novos estudos prévios e de novos processos de avaliação ambiental, na sequência da caducidade das respetivas zonas de servidão “non aedificandi”, mecanismo legal que impede a realização de construções em áreas reservadas para futuras infraestruturas, refere ainda o JN.
A perda destas servidões representa um revés significativo para projetos que constam do Plano Rodoviário Nacional há mais de 40 anos, obrigando a uma reavaliação dos traçados e dos condicionamentos territoriais anteriormente previstos.
As sucessivas revisões, adiamentos e alterações de prioridades governamentais têm contribuído para o atraso destas infraestruturas, frequentemente apontadas por autarcas, empresários e movimentos cívicos como essenciais para combater o isolamento do interior e reforçar a competitividade económica da região.
Enquanto o IC6 dá mais um passo burocrático no seu longo percurso até à concretização, o futuro do IC7 e do IC37 permanece envolto em incerteza, sem qualquer horizonte temporal definido para a sua execução.








































































