A Marinha Portuguesa realizou ontem o resgate de 132 pessoas afetadas pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias registadas em várias regiões do território nacional, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, revela em nota a Marinha.
Face à subida significativa do nível das águas, provocada pela chuva intensa dos últimos dias, nomeadamente nos concelhos de Alcácer do Sal e Leiria, os militares da Marinha procederam ao resgate de pessoas que se encontravam isoladas devido às inundações. As operações foram realizadas com recurso a botes previamente posicionados para apoio imediato às populações em zonas ribeirinhas. Durante estas ações, foram também resgatados 15 animais no concelho de Leiria.
Até ao momento, a Marinha já apoiou mais de 2.300 pessoas no âmbito da resposta a esta situação, tendo ainda procedido à reparação de mais de 40 habitações e edifícios públicos. Foram igualmente desobstruídos cerca de 16 quilómetros de vias rodoviárias no distrito de Leiria e recolhidas mais de 137 toneladas de detritos do rio Lis.
Atualmente, a Marinha mantém 44 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população em zonas ribeirinhas com risco de cheias, distribuídos pelos principais cursos de água do país, nomeadamente os rios Vouga, Douro, Lis, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado.
Paralelamente, a Autoridade Marítima Nacional (AMN), através do Departamento Marítimo e do Comando Regional da Polícia Marítima do Sul, mantém uma presença reforçada no rio Guadiana, em Vila Real de Santo António, com três embarcações operacionais, tendo já prestado apoio a 18 embarcações.
De acordo com informação oficial, encontram-se empenhados no terreno cerca de 480 militares, militarizados e agentes da Polícia Marítima, apoiados por 61 viaturas, 47 embarcações, quatro geradores, 17 drones e um helicóptero em prontidão. O reforço de meios continua a ser efetuado de forma gradual, em articulação com as autarquias locais e de acordo com a avaliação permanente da situação.
Apesar do elevado empenhamento operacional, a Marinha e a Autoridade Marítima Nacional asseguram que continuam a cumprir, de forma ininterrupta, as suas missões permanentes de soberania, incluindo ações de busca e salvamento, patrulhamento, vigilância e fiscalização marítima nas áreas de soberania e jurisdição nacional.










































































