A entrada em funcionamento do Sistema de Mobilidade do Mondego constitui um passo importante na melhoria dos transportes públicos, mas a experiência dos utilizadores demonstra que continuam a existir problemas que exigem resposta urgente.
Nas horas de maior procura, a sobrelotação e os tempos de espera justificam o reforço imediato da oferta, sendo indispensável colocar mais autocarros em circulação nas horas de ponta para garantir um serviço regular, confortável e capaz de responder às necessidades de trabalhadores, estudantes e restantes utentes. Como a realidade demonstra e dá razão aos que sempre defenderam, em particular as comissões e movimentos de utentes de Miranda e Lousã que o encerramento da antiga Linha da Lousã era um erro.
As populações nunca reivindicaram a substituição da ferrovia, mas sim a sua modernização e eletrificação, por entenderem que era o modo de transporte que melhor respondia às necessidades de mobilidade da região.
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Coimbra subscreve este posicionamento das populações, assim como, com elas, lutará para que o atual transporte corresponda as suas necessidades.
O MUSP de Coimbra considera igualmente inaceitável a quase inexistência de Parques estacionamento periféricos à cidade de Coimbra, pois muitos dos transportes públicos são incompatíveis com os horários de trabalho ou não passam em algumas localidades, obrigando assim á utilização de transporte individual.
O parque periférico de Coimbra B, único digno desse nome, está esgotada a sua capacidade. Não basta eliminar parques de estacionamento na cidade ou polos todos a pagar, sem em paralelo construir mais parques de estacionamento nos limites da cidade, gratuitos, vigiados e seguros, permitindo que quem se desloca dos concelhos vizinhos possa optar pelo transporte público sem enfrentar dificuldades acrescidas.
O que tem vindo a acontecer com os SMTUC, agravada com a atual Camara é uma acelerada degradação, com a frota envelhecida e incapacidade de manutenção por falta de pessoal, percursos eliminados menos 100 em relação ao mesmo período do ano passado, falhas sucessivas de horários com justa insatisfação dos utentes. Quando se devia proceder ao investimento publico esta Camara anuncia a vontade de concessionar os SMTUC a privados com claro prejuízo para trabalhadores e utentes. A estas reivindicações junta-se a necessidade de uma verdadeira interligação entre o Metrobus, os SMTUC, os transportes rodoviários intermunicipais e a ferrovia, de forma a garantir ligações eficientes, horários articulados e um sistema de mobilidade pensado para toda a região.
O MUSP de Coimbra continuará a defender um serviço publico de transporte de coordenação e gestão pública, de qualidade, acessível e centrada nas necessidades das populações, reiterando que o investimento nos transportes públicos só cumprirá plenamente a sua missão quando oferecer um serviço fiável, frequente e adequado às exigências do quotidiano dos cidadãos.
O MUSP Coimbra continuará a defender os utentes e a exigir políticas públicas que garantam uma mobilidade verdadeiramente ao serviço das populações.
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