O Município de Góis aprovou a implementação da Operação Integrada de Gestão da Paisagem (OIGP 2.0), um projeto que prevê um investimento de 463.790 euros na recuperação das áreas florestais afetadas pela tempestade Kristin. A decisão foi tomada na reunião ordinária do Executivo Municipal realizada a 9 de julho.
A iniciativa será financiada a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através do Fundo Ambiental e da Agência para o Clima, e abrangerá uma área de 25.098 hectares, dos quais cerca de 20.169 hectares correspondem a floresta.
A operação incidirá prioritariamente sobre cerca de 369 hectares de povoamentos florestais severamente atingidos pelo temporal, estando dividida em quatro Unidades de Intervenção que abrangem todo o concelho: as freguesias de Góis, Vila Nova do Ceira, a União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal e Alvares, excluindo a área já integrada na Área Integrada de Gestão da Paisagem (AIGP) de Alvares.
Entre as principais intervenções previstas estão o corte e a remoção de árvores caídas ou danificadas, a gestão da biomassa e dos sobrantes florestais e a recuperação de 85,5 quilómetros da Rede Viária Florestal. Estas ações visam reduzir o risco de incêndios rurais, minimizar ameaças fitossanitárias resultantes da acumulação de madeira morta e reforçar a acessibilidade e a segurança no território.
O projeto contempla ainda um mecanismo de apoio financeiro aos proprietários florestais que realizem intervenções elegíveis nas suas propriedades, desde que estejam registados na plataforma do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O incentivo poderá atingir um montante máximo de 10 mil euros por proprietário.
Com a aprovação da OIGP 2.0, o Município de Góis assume a coordenação de uma resposta integrada para a recuperação ecológica e económica das áreas afetadas pela tempestade, reforçando a aposta na gestão sustentável da floresta e na valorização do território.
Segundo a autarquia, a intervenção permitirá mitigar riscos, proteger a biodiversidade e os recursos naturais e promover uma paisagem mais resiliente, segura e preparada para enfrentar os desafios futuros.








































































