O Natal deveria ser um tempo de paz, união e solidariedade entre os povos. É uma data que simboliza amor ao próximo, perdão e esperança num mundo melhor. No entanto, todos os anos, esse significado é manchado pela realidade das guerras que continuam a destruir países, famílias e sonhos.
Enquanto muitas pessoas celebram à mesa com quem amam, milhões de outras vivem o Natal em meio ao medo, à perda e à incerteza. Crianças, que deveriam estar a brincar e a sorrir, são obrigadas a crescer demasiado cedo, marcadas por conflitos que não escolheram. Essa contradição faz-nos refletir sobre o verdadeiro sentido do Natal e sobre a responsabilidade de todos na construção da paz.
Celebrar o Natal não deve ser apenas trocar presentes, mas também lembrar que a paz não pode ser seletiva. Ou existe para todos, ou não existe de verdade. Um mundo em guerra mostra que ainda falhamos em colocar a humanidade acima dos interesses económicos e políticos.
Assim, o Natal devia ser um momento de reflexão profunda: que tipo de mundo estamos a construir? Se a paz é o valor central desta celebração, então cabe a cada um de nós, através de atitudes de respeito, empatia e diálogo, contribuir para que o Natal deixe de ser manchado pela guerra e se torne, finalmente, um símbolo real de união entre os povos.
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Paulo Lencastre Leitão
Diretor CentroTV












































































