A Rádio Universidade de Coimbra vem manifestar o seu profundo desagrado pela forma como decorreu o processo de acreditação para o jogo entre o Vitória Sport Clube “B” e a Associação Académica de Coimbra / OAF.
Após várias tentativas de contacto ao longo da última semana, sistematicamente ignoradas, apenas na quinta-feira, e somente após insistência reiterada da nossa parte, recebemos uma resposta formal do clube com os requisitos obrigatórios para a submissão do pedido de acreditação: identificação do órgão de comunicação social, nome, função e número de Carteira Profissional (CCPJ) de todos os elementos a credenciar, bem como contactos telefónicos e de e-mail. Foi-nos igualmente comunicado que a submissão de um pedido não garante a respetiva credenciação, e que apenas uma resposta positiva assegura a emissão da credencial.
Respondemos de imediato ao email recebido. Contudo, até ao momento, não obtivemos qualquer resposta ou decisão por parte do clube, pelo que não estaremos presentes em Guimarães.
Consideramos inaceitável que, perante tantas tentativas de contacto prévio, a informação sobre os requisitos necessários apenas nos tenha chegado tardiamente e sob pressão, impossibilitando-nos de agir com a antecedência devida. A ausência de resposta após o nosso contacto não faz senão agravar a situação.
Importa sublinhar que a Rádio Universidade de Coimbra assegura, há mais de duas décadas, o relato dos jogos da Académica em todas as competições em que participou, sendo particularmente notório que situações deste tipo se repitam em Guimarães.
Recordamos que na época 2016/2017, o nosso repórter João Rodrigues foi expulso do estádio ao intervalo, escoltado pela PSP, num episódio que fala por si. Na época seguinte, o nosso repórter José Miguel Martinho foi forçado a relatar a partir da bancada, na Mancha Negra, após recusa de credencial por parte dos responsáveis do clube de Guimarães, num exercício de improviso e criatividade da nossa equipa técnica.
Perante este histórico e os desenvolvimentos recentes, é legítimo questionar o critério e a forma como estes processos são conduzidos, nomeadamente a falta de comunicação proativa e atempada dos requisitos exigíveis, bem como a demora injustificada em dar qualquer resposta após o nosso contacto.
Consideramos igualmente que faz parte da nossa identidade uma postura provocadora e assumidamente parcial, não ignorando a histórica rivalidade existente. Ainda assim, pautamo-nos pelo respeito institucional, bem como por todos os profissionais que integram o Vitória. Tal posição não invalida o facto de termos sido alvo de atitudes que consideramos desrespeitosas, nomeadamente através de ações que condicionaram e dificultaram o normal exercício da nossa atividade.
Apesar de tudo, continuaremos a fazer aquilo que sempre fizemos: acompanhar a Académica com dedicação, parcialidade e paixão.
Não estaremos fisicamente presentes na bancada de imprensa em Guimarães, mas estaremos, como sempre, presentes em espírito.
Apelamos a todos os adeptos da Académica que se desloquem ao Estádio Cidade de Coimbra a passarem pela Fan Zone montada pela direção da Académica, onde estaremos, para juntos levarmos até toda a nação academista o relato deste jogo.
Porque quando a Académica joga, a RUC conta a história. Sempre.
TEXTO:
Direção da RUC







































































