A Câmara de Oliveira do Hospital deliberou atribuir um subsídio anual de 96.050 euros aos grupos culturais do concelho, destinado a comparticipar despesas de funcionamento e a apoiar os respetivos planos de atividades, revela em nota a autarquia.
O apoio é disponibilizado em duas tranches. A primeira, no valor de 48.025 euros, foi paga no início de agosto, ficando a segunda tranche prevista para uma fase posterior.
Atualmente, o Município apoia 36 grupos culturais em atividade, através de protocolos estabelecidos com a autarquia. Entre as estruturas abrangidas estão bandas filarmónicas, grupos de cantares, concertinas, corais, tunas, ranchos folclóricos e grupos de música popular e tradicional.
No conjunto, estas associações reúnem cerca de mil executantes de diferentes faixas etárias e desempenham um papel relevante na dinamização cultural e social das comunidades do concelho.
O presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, considera que os apoios constituem “um incentivo à diversidade, riqueza e esforço” de todos os que desenvolvem atividade cultural, além de representarem “um estímulo e um reconhecimento à ação cultural de cariz musical” existente no concelho.
O autarca sublinha que o Município mantém esta política de apoio para “que os grupos não desistam de uma atividade que em muito enriquece o concelho” e que contribui para divulgar o nome e a cultura popular de Oliveira do Hospital.
A autarquia encara este investimento como uma forma de reforçar a sustentabilidade do movimento associativo e de valorizar as raízes, tradições e sonoridades locais. Para além do subsídio anual, o Município assegura ainda apoios financeiros e logísticos a vários eventos e iniciativas promovidos pelos grupos culturais.
Segundo a vereadora da Cultura, Luísa Correia, a atribuição dos apoios tem em consideração vários critérios, entre os quais a dimensão de cada grupo, a qualidade do plano de atividades, a regularidade da atividade desenvolvida ao longo do ano e o número de elementos envolvidos.
No caso dos ranchos folclóricos, é também considerada a integração na Federação do Folclore Português, que implica o cumprimento de requisitos específicos relacionados com o funcionamento, a investigação etnográfica, a participação em iniciativas de representação cultural e a preservação das tradições locais. Esta condição, salienta a vereadora, “confere-lhes uma responsabilidade acrescida na divulgação e valorização do nosso património cultural”.
A formação artística constitui igualmente um dos fatores valorizados pelo Município, nomeadamente através da existência de escolas de música associadas aos grupos. Estas estruturas contribuem para a formação de novos elementos, asseguram a renovação dos projetos culturais e promovem a transmissão de conhecimentos entre gerações.
A antiguidade e o percurso das associações são também considerados, tendo em conta o contributo continuado que prestam para a dinamização cultural, recreativa e social das comunidades. O volume e a diversidade das atividades previstas, bem como a capacidade demonstrada na concretização de projetos e iniciativas, integram igualmente os critérios de avaliação.
Luísa Correia destaca que a política de apoios procura reconhecer não apenas a dimensão das estruturas culturais, mas também o trabalho desenvolvido ao longo do ano, a sua capacidade de formação e renovação, o percurso associativo e o contributo para a preservação e valorização do património cultural do concelho.
Com esta medida, o Município de Oliveira do Hospital reafirma o compromisso com o movimento associativo e cultural local, reconhecendo às coletividades um papel que ultrapassa a atividade artística, enquanto espaços de participação, formação, convívio e transmissão de saberes.
A autarquia pretende, assim, contribuir para a sustentabilidade das 36 estruturas apoiadas, para a renovação das gerações de participantes e para a preservação das diferentes expressões culturais que integram a identidade de Oliveira do Hospital.











































































