A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 56 anos, suspeito de ter provocado o incêndio rural que deflagrou no passado dia 19 de julho, na povoação de São Paio, no concelho de Seia.
A detenção, efetuada fora de flagrante delito pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda, resultou de diligências desenvolvidas em conjunto com o Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Centro Interior (GTRI Centro Interior), constituído por elementos da GNR, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da PJ, em estreita colaboração com o Núcleo de Proteção do Ambiente (NPA) da GNR de Gouveia.
Segundo a PJ, a investigação permitiu reunir fortes indícios de que o suspeito terá ateado o fogo com recurso a chama direta, num arruamento da localidade. De acordo com as autoridades, as características do terreno e a proximidade entre habitações, vegetação e terrenos agrícolas criavam condições propícias à rápida propagação das chamas, colocando em risco pessoas, animais e bens de elevado valor.
A investigação aponta que o suspeito terá atuado sem um móbil comprovado, admitindo a PJ que o incêndio tenha resultado de um comportamento de “incendiarismo”, num quadro de provável alcoolismo.
À data da ocorrência, o concelho encontrava-se sob risco de incêndio Muito Elevado, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O incêndio acabou por não atingir maiores dimensões graças à rápida deteção por parte de moradores da zona, que deram o alerta, permitindo uma intervenção célere dos bombeiros, apoiados por um meio aéreo. Segundo a PJ, caso isso não tivesse acontecido, o fogo poderia ter ameaçado habitações, os seus habitantes, bem como extensas áreas florestais e agrícolas.
O suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.
O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Guarda.










































































