Portugal superou hoje o número de medalhas alcançadas nas duas anteriores participações nos Jogos do Mediterrâneo, chegando às 26 após os ouros de Auriol Dongmo e da estafeta 4×100, no atletismo, e da seleção feminina de futebol.
Foram duas horas ‘alucinantes’ para a Missão portuguesa em Taranto2026: ao mesmo tempo que Dongmo batia a compatriota Jéssica Inchude no lançamento do peso, e Mariana Machado conquistava a prata nos 10.000 metros, a equipa de futebol goleava a Itália por (4-0), com o apito final a coincidir com a subida ao pódio para ouvir o hino das quatro atletas das campeãs nos 4×100 metros.
Um lançamento de 19,42 metros deu o ouro a Auriol Dongmo na cidade italiana, com a marca a figurar como novo recorde dos Jogos do Mediterrâneo, que chegou a ser detido momentaneamente por Jéssica Inchude, prata com 18,86 metros.
Enquanto as lançadoras festejavam as suas medalhas, Mariana Machado era surpreendida pela italiana Federica Del Buono, que veio de trás para ser campeã em 35.02,28 minutos – a portuguesa correu em 35.05,10.
A medalhada dos 10.000 metros ainda aguardava para falar na zona mista quando se ouviu o pedido “a bandeira, a bandeira”. O porquê era simples: Arialis Martínez, Beatriz Castelhano, Catarina Lourenço e Rosalina Santos tinham sido campeãs da estafeta 4×100 metros.
A equipa portuguesa surpreendeu-se a si própria, ao cumprir a final em 43,57 segundos, superando a Grécia, prata em 43,61, e a Turquia, bronze em 44,05.
Numa jornada de retumbante sucesso para o atletismo nacional na ‘cidade dos dois mares’, João Coelho caiu nas eliminatórias e não vai defender o título nos 400 metros, prova para cuja final se apurou Omar Elkhatib, com o segundo melhor tempo.
No disco, Emanuel Sousa fez um lançamento de 61,82 metros, que lhe permitiu subir ao quarto lugar, a apenas 10 centímetros do bronze.
Ao mesmo tempo que as atletas da estafeta ouviam o hino no Estádio Giuseppe Valente, uns metros mais ao lado, no Iacovone, Portugal conquistava o título no torneio feminino de futebol, com um contunde triunfo por 4-0 frente à Itália.
A noite só não foi perfeita para a Missão portuguesa, que já superou as 25 medalhas de Oran2022 e as 24 de Tarragona2018, porque a equipa masculina de andebol e o tenista Francisco Rocha viram escapar o bronze nos jogos respetivos jogos de atribuição do terceiro e quarto lugares.
Depois de chegar ao intervalo a vencer por 20-19, Portugal não conseguiu evitar o empate (30-30) com a Argélia no final do tempo regulamentar, sendo derrotado por 36-33 no prolongamento.
Já Francisco Rocha perdeu, por expressivos 6-3 e 6-1, com o italiano Carlo Caniato, repetindo o quarto lugar que tinha alcançado com Madalena Matias.
No ténis de mesa, a surpresa foi a eliminação do quatro vezes olímpico João Monteiro, derrotado pelo egípcio Youssef Ahmed, por 11-5, 11-8, 11-7, 10-12 e 11-9, com Matilde Pinto e Mariana Santa Comba a ficarem também pelo caminho.
Para os ‘quartos’ avançou apenas Clement Campino, que venceu um difícil duelo com o sérvio Dimitrije Levajac, por 11-8, 11-3, 7-11, 6-11, 7-11, 11-9 e 11-5.
Pela manhã, o remo entrou pela primeira vez em competição, no Cimino Park, com Inês Oliveira a garantir, primeiro, uma vaga na final A do single scull feminino e, depois, a unir-se a Duarte Castro para fazer o mesmo no double scull ligeiro misto.
Por sua vez, Castro vai disputar a final B no single scull ligeiro, tal como Afonso Santos no single scull masculino.
No dia em que as equipas feminina e masculina de basquetebol 3×3 disseram adeus a Taranto2026 e a estafeta mista do triatlo foi quinta, o ginasta português Luis Lechaud garantiu um lugar na final individual ‘all around’.
Na última jornada do tiro em Torricella, Filipa Marracho e Tiago Carapinha falharam por pouco a final das equipas mistas de pistola a 10 metros, ao serem quintos – avançavam apenas os quatro melhores.
“Ficámos quase, quase. […] Foi uma boa prestação”, avaliou o atirador português, que já tinha sido quinto na prova individual, enquanto Marracho admitiu não ter começado tão bem, com uma primeira série “mais envergonhada”, mas defendeu que o duo tem de estar orgulhoso do seu resultado.
Na vela, Luísa Peres segue na oitava posição em ILCA6, com 53 pontos, após ter sido terceira e quinta nas regatas do dia, com Ricardo Correia em 11.º no IQFOiL.











































































