Os preços das casas em Portugal continuam a subir e renovaram máximos históricos pelo nono mês consecutivo. Em julho, o valor mediano da habitação aumentou 8% face ao mesmo mês de 2025, fixando-se nos 3.210 euros por metro quadrado, de acordo com o mais recente índice de preços do idealista.
Apesar de o ritmo de crescimento ter abrandado ligeiramente em comparação com junho, quando a subida anual foi de 8,9%, o mercado mantém uma trajetória de valorização. Em termos trimestrais, os preços registaram uma variação de 0,4%.
Viseu lidera subidas entre as capitais de distrito
Os preços da habitação aumentaram em todas as 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas. Viseu registou a maior valorização anual (20,2%), seguida de Portalegre (19,9%), Guarda (18,7%), Vila Real (18,1%) e Bragança (17,8%).
Também Leiria e Faro registaram subidas de 17%, à frente de Santarém (16,7%), Beja (15,8%) e Coimbra (15,1%). Viana do Castelo (13,4%), Braga e Aveiro (13,1%), Évora (12,5%) e Castelo Branco (11,8%) apresentaram igualmente crescimentos expressivos.
Entre os mercados com aumentos mais moderados destacam-se Setúbal (9,1%), Porto (8,4%), Funchal (8,2%), Ponta Delgada (5,1%) e Lisboa (4,1%).
Lisboa continua a ser a cidade mais cara
Lisboa mantém a liderança como a cidade mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 6.260 euros por metro quadrado. Seguem-se o Porto (4.276 euros/m²), Funchal (4.036 euros/m²), Faro (3.885 euros/m²) e Setúbal (3.188 euros/m²).
No extremo oposto, Castelo Branco continua a ser a capital de distrito mais acessível, com um preço mediano de 1.041 euros por metro quadrado, seguida da Guarda (1.092 euros/m²), Bragança (1.125 euros/m²) e Portalegre (1.227 euros/m²).
Santarém lidera valorização nos distritos
Ao nível dos distritos e ilhas, os preços aumentaram em todas as 21 regiões analisadas. Santarém registou a maior subida anual (23,2%), seguido de Viseu (22,7%), Coimbra (18,3%), Évora (17,4%) e Beja (15,9%).
Lisboa continua a ser o distrito mais caro para adquirir habitação, com um preço mediano de 4.781 euros por metro quadrado. Seguem-se Faro (4.165 euros/m²), Porto Santo (3.802 euros/m²), Madeira (3.788 euros/m²) e Setúbal (3.446 euros/m²).
Já a Guarda mantém-se como o distrito mais barato do país, com um preço mediano de 721 euros por metro quadrado, antecedida por Bragança (860 euros/m²) e Castelo Branco (972 euros/m²).
Centro lidera subida entre as regiões
A análise regional mostra que os preços aumentaram em todo o território nacional. O Centro registou a maior valorização anual (15,1%), seguido do Alentejo (14,7%), Região Autónoma dos Açores (11%), Região Autónoma da Madeira (10,3%), Algarve (8,3%) e Norte (7,6%). A Área Metropolitana de Lisboa apresentou o crescimento mais moderado, com uma subida de 5,6%.
Apesar disso, a Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara para comprar casa, com um preço mediano de 4.463 euros por metro quadrado, seguida do Algarve (4.165 euros/m²) e da Região Autónoma da Madeira (3.788 euros/m²).
O Centro mantém-se como a região mais acessível do país, com um preço mediano de 1.764 euros por metro quadrado.








































































