O Presidente da República manifestou “profunda preocupação” com o impedimento imposto pelas autoridades israelitas ao Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, de celebrar a missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro, classificando a situação como inédita em séculos recentes.
Numa nota oficial, o chefe de Estado considera que este episódio afeta não só a comunidade cristã local, como também o princípio universal da liberdade religiosa, um dos pilares fundamentais das sociedades democráticas e consagrado no direito internacional.
O Presidente da República sublinha que a livre prática do culto — sobretudo em locais de elevado significado histórico e espiritual — deve ser garantida e respeitada por todas as autoridades, em qualquer circunstância.
Face ao sucedido, António José Seguro, manifesta “firme reprovação” pelo impedimento, que considera injustificado e contrário aos compromissos internacionais de proteção da liberdade religiosa.
Portugal acompanha com atenção a situação em Jerusalém e apela ao respeito integral pelos direitos das comunidades religiosas, bem como à preservação do acesso livre e seguro aos lugares santos, considerados património espiritual da humanidade.
Num momento que classifica como particularmente sensível, o Presidente da República destaca ainda a importância do diálogo, da contenção e do respeito mútuo como caminhos essenciais para assegurar a paz, a estabilidade e a dignidade humana na região.







































































