A Secretaria de Estado da Proteção Civil rejeitou hoje as acusações de que o secretário de Estado, Rui Rocha, pretende limitar a liberdade de expressão dos operacionais envolvidos no combate aos incêndios, classificando essa interpretação como “totalmente falsa e sem qualquer fundamento”.
Em comunicado, a tutela afirma que as declarações do governante foram desvirtuadas numa peça jornalística divulgada esta sexta-feira e sublinha que Rui Rocha foi “explícito” ao afirmar que pretende apurar as razões que levam alguns operacionais a relatar publicamente que se encontram sem missão atribuída nos teatros de operações.
Segundo a Secretaria de Estado, esta posição não representa uma crítica aos bombeiros nem uma tentativa de censura, mas antes uma resposta decorrente da responsabilidade de gestão do sistema de Proteção Civil.
O comunicado refere que a existência de meios e operacionais sem missão atribuída durante operações de combate a incêndios pode revelar falhas na cadeia de comando e coordenação, situação que considera exigir uma investigação rigorosa.
A tutela acrescenta que, caso sejam identificadas falhas na origem dessas situações, serão apuradas responsabilidades e retiradas as respetivas consequências.
A Secretaria de Estado da Proteção Civil sustenta ainda que as declarações de Rui Rocha visam defender os bombeiros e assegurar a eficácia da sua atuação, garantindo que nenhum operacional fica sem orientações ou é desaproveitado devido a falhas de coordenação no terreno.




































































