De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para as próximas horas, é esperada precipitação intensa e persistente, sendo expetável a subida dos níveis das albufeiras e do Rio Mondego e seus afluentes, com forte afetação das áreas ribeirinhas dos municípios de Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure, já de si muito fustigados pelas chuvas caídas abundantemente ao longo dos últimos meses, explica em nota a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Face a estas previsões, o “pior cenário projetado pelos modelos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aponta para a possibilidade de falta de encaixe da Barragem da Aguieira, podendo implicar o lançamento de todo o caudal afluente a esta infraestrutura, com a consequente subida do nível do rio, estimando-se a chegada de 2500m3/s de água ao Açude de Ponte, em Coimbra”.
“Perante este cenário, o caudal será impedido de escoar, pois a água será laminada, originando o regolfo, isto é, o retrocesso da água e a consequente subida da cota para máximos históricos e afetar fortemente todas as áreas ribeirinhas de Coimbra, incluindo a Baixa da cidade e Santa Clara, Montemor-o-Velho e Soure”, informa ainda a ANEPC.
Neste contexto, recomendam à população que:
• Evite deslocações desnecessárias, sobretudo nas áreas afetadas;
• Mantenha-se afastado/a de linhas de água e zonas historicamente vulneráveis a cheias e/ou inundação
• Adote medidas preventivas para proteção de bens, salvaguardando sempre a integridade física;
• Não atravessar áreas inundadas, quer a pé quer com recurso a viatura;
• Cumpra rigorosamente as orientações transmitidas pelas autoridades;
• Solicita-se a máxima colaboração de todos e apela-se à manutenção da serenidade.
Possíveis situações de emergência deverão ser de imediato comunicadas através do número 112, diz a concluir.






































































