O simulacro HeritEx24 encerrou hoje, dia 30 de outubro, o 1º Curso de Intervenção em Emergências no Património Histórico, promovido pela Câmara Municipal (CM) de Coimbra, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, em colaboração com a Universidade de Coimbra (UC).
A Biblioteca Joanina esteve em perigo, devido a um incêndio que deflagrou perto das 14h30 e que colocou em risco a perda do património cultural riquíssimo que esta acolhe.
Um exercício que teve como objetivo avaliar o Plano Especial de Emergência de Proteção Civil do Centro Urbano Antigo e o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Coimbra e testar assim, no terreno, a operacionalidade de todos os meios e as medidas de autoproteção no caso da ocorrência de um incêndio na Biblioteca Joanina.

No simulacro estiveram presentes 56 operacionais e 18 veículos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra, dos Bombeiros Voluntários de Coimbra e de Brasfemes, da Cruz Vermelha Portuguesa, da Polícia de Segurança Pública, da Polícia Municipal e ainda formandos que colocaram em prática a nova temática relacionada com a intervenção em emergências no Património Histórico.
Efetuado o salvamento da vítima e dominado o incêndio pelas equipas dos bombeiros, o principal enfoque foi a salvaguarda dos bens culturais, tendo os formandos do 1º Curso de Intervenção em Emergências no Património Histórico desenvolvido todas as ações que aprenderam desde segunda-feira, data em que o curso iniciou.

Com a implementação da Área de Triagem, Embalamento e Transporte dos bens culturais, estiveram empenhados 90 operacionais, a que se juntou a Comissão Municipal da Proteção Civil convocada devido aos danos irreversíveis num edifício integrado numa zona classificada como Património Mundial da UNESCO e que, por isso, exigiu medidas excecionais.
No final, o balanço foi muito positivo, com destaque para o empenho de todos os intervenientes, desde a UC até à Fundación Fuego, que destacou o magnifico património existente, a relação, articulação e resposta das entidades e forças de segurança e socorro municipais, bem como as boas práticas e o interesse de todos no património histórico de Coimbra.

“Em Coimbra, é inédito. Não há histórico de termos este tipo de iniciativa relacionada com os incêndios e com o Património. Com estas características, com esta grandeza de operacionalidade, é de facto inédito”, avançou o vereador da Proteção Civil da CM de Coimbra, Carlos Matias Lopes, considerando que o balanço foi “extremamente positivo”.
“Conseguimos conciliar aquilo que é a resposta da Proteção Civil e dos Bombeiros com a atuação também de um conjunto de pessoas que, neste caso concreto, tiveram de cuidar das obras e dos livros que foram retirados da Biblioteca Joanina. São duas vertentes muito interessantes desta atuação: por um lado o ataque ao incêndio e por outro a preservação de um bem material. Correu tudo bem e foi tudo salvo”, conclui Carlos Matias Lopes.

“Na componente do simulacro as coisas correram bem. Não há simulacros perfeitos, não há situações de emergência perfeitas, mas correram bem e dão pistas importantes para podermos continuar a melhorar”, referiu, por sua vez, o vice-reitor da UC, Alfredo Dias, salientando que “outro aspeto importante é ter ocorrido na Biblioteca Joanina”. “Nós testámos a zona provavelmente mais sensível que temos na Universidade e isso também é muito positivo e a resposta foi globalmente boa”, reforçou Alfredo Dias.
“O património é demasiado valioso para não termos todos os cuidados que estejam ao nosso alcance. Temos o nosso plano de gestão de risco, sempre a ser construído e atualizado e este curso veio em boa hora. Este simulacro que fizeram é seguramente uma peça importantíssima neste caminho da proteção daquilo que temos e que, no fundo, é a nossa história, que representa muito o que é e o que foi o nosso país”, referiu, por sua vez, o reitor da UC, Amílcar Falcão, durante o encerramento do 1º Curso de Intervenção em Emergências no Património Histórico, que decorreu de seguida no auditório da Reitoria.





































































A Biblioteca Joanina devia de ter um corpo de Bombeiros especializado próprio. Não podemos deixar que haja uma desgraça por falta de meios. A Biblioteca é valiosa de mais.