Mais de 11 milhões de eleitores são este domingo chamados a eleger o próximo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, num ato eleitoral marcado por constrangimentos provocados pelo mau tempo.
Em vários concelhos do país, sobretudo nas zonas mais afetadas pelas condições meteorológicas adversas, a votação foi adiada para o próximo domingo, por decisão das autoridades eleitorais, com o objetivo de garantir a segurança dos eleitores e o normal funcionamento das mesas de voto. Apesar destes adiamentos pontuais, a votação decorre hoje na maioria do território nacional, bem como junto das comunidades portuguesas no estrangeiro.
Em 11 eleições presidenciais realizadas desde a instauração da democracia, após o 25 de Abril de 1974, esta é apenas a segunda vez que a escolha do chefe de Estado é decidida numa segunda volta. A única situação semelhante ocorreu em 1986, quando os portugueses foram chamados a decidir entre Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares, num dos momentos mais disputados da história política nacional.
A segunda volta das eleições presidenciais. Quatro semanas depois da primeira ronda realizada a 18 de janeiro, os eleitores voltam às urnas para escolher entre António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS), e André Ventura, líder do partido Chega.
Na primeira volta, nenhum dos 11 candidatos conseguiu superar a barreira dos 50 % dos votos, condição legal para vencer logo à primeira. O resultado provisório revelou que António José Seguro foi o mais votado, com 31,11 % dos votos, ou cerca de 1.755.764 eleitores. André Ventura ficou em segundo lugar com 23,52 %, equivalentes a aproximadamente 1.326.942 votos.
A abstenção na primeira volta foi de 47,74 %, contra cerca de 60,76 % em 2021.
A primeira fase da eleição já mostrou uma mobilização superior ao esperado: até ao meio-dia mais de 21 % dos eleitores já tinham votado — um valor considerado a maior afluência matinal em mais de uma década.
O recenseamento eleitoral em Portugal aumentou nas últimas décadas, refletindo tanto o crescimento da população como a inclusão de portugueses no estrangeiro. Desde 1976, o número de eleitores recenseados cresceu cerca de 44 %.
O cargo de Presidente da República em Portugal é essencialmente representativo e moderador do sistema político, mas também detém poderes como vetar legislação, dissolver a Assembleia da República e nomear o primeiro-ministro em situações de crise.






































































