O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) chama a atenção para a existência, na região, de vestígios que testemunham antigos episódios de torrentes e enxurradas, registados através da presença de depósitos fluvioglaciários.
De acordo com o CISE, estes depósitos foram identificados nas ribeiras de Alvoco e de Beijames e no rio Zêzere, podendo estar associados a períodos de forte degelo e a episódios de precipitação intensa e prolongada. Estes fenómenos terão sido capazes de provocar um elevado transporte de materiais, deixando marcas que permanecem na paisagem.
Os vestígios estarão relacionados com períodos posteriores às glaciações e/ou com episódios de precipitação particularmente intensa e continuada, constituindo um importante registo das transformações naturais que ocorreram na Serra da Estrela ao longo de milhares de anos.
A análise destes depósitos permite, assim, conhecer melhor a dinâmica dos cursos de água e perceber de que forma fenómenos naturais extremos contribuíram para a modelação da paisagem serrana.
Com esta divulgação, o CISE pretende chamar a atenção para a importância do património geológico da Serra da Estrela e para o seu valor enquanto fonte de conhecimento sobre a evolução do território e os fenómenos naturais que o marcaram ao longo do tempo.













































































