A Confraria da Chanfana de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, quer oferecer em outubro uma quantidade muito grande de chanfana, num evento que assinala os 25 anos da organização e que pretende fazer história.
“O que queremos fazer é uma quantidade muito grande de chanfana para oferecer a todos aqueles que nos visitam”, disse hoje à agência Lusa a mordomo-mor da confraria Madalena Carrito.
A iniciativa, intitulada “Operação Chanfana”, decorre em 04 de outubro na Alameda de Santo André, em Vila Nova de Poiares, entre as 12:00 e as 18:00, e é realizada em parceria com o Município de Vila Nova de Poiares.
De acordo com Madalena Carrito, este é “um evento de toda a comunidade para toda a comunidade, com a participação de todos”, para juntar naquele dia “uns quilos, umas toneladas de chanfana”, confecionada em caçoilos de barro preto certificados com a marca “Barro Preto de Olho Marinho”, “que pode constituir uma marca”.
“Queremos fazer história. Queremos marcar o nosso aniversário. Queremos envolver desde os mais velhos aos mais jovens, para se reunirem nesse dia e podermos dizer: Vila Nova de Poiares está viva, tem um produto de excelência que é a confraria, e reunimos aqui uma quantidade de chanfana que nunca na vida se fez”.
Madalena Carrito disse não ter ainda ideia da quantidade de chanfana que poderá ser servida, uma vez que, neste momento, estão a ser feitos contactos “casa a casa, empresa a empresa, associação a associação, para envolver” toda a comunidade na iniciativa.
Além da chanfana, haverá ainda doçaria tradicional e provas de vinhos, bem como animação e atividades para crianças.
“Pretendemos uma marca importante. Pretendemos mostrar o verdadeiro significado da designação Capital Universal da Chanfana”, defendeu.
Os 25 anos da Confraria de Chanfana de Vila Nova de Poiares coincidem ainda com o XXIII Grande Capítulo da Confraria, em 13 de setembro.
A iniciativa inicia-se com a receção das confrarias no Mercado Municipal, seguida do desfile pelas principais artérias da vila e da cerimónia de entronização de novos confrades efetivos e de honra, no Centro Cultural de Poiares, terminando com um almoço.
Segundo Madalena Carrito, os 25 anos da Confraria da Chanfana são “uma marca importante”, notando que esta é “uma das mais antigas” do país, cujo trabalho realizado permitiu, por exemplo, presidir à Federação das Confrarias Gastronómicas.
“São 25 anos de muito trabalho, de muitas realizações e com muita obra feita”, sublinhou.
A responsável destacou ainda a ligação estabelecida com vários parceiros, como a restauração, a realização anual da Semana da Chanfana, “que é uma referência a nível nacional”, e o título de Vila Nova de Poiares como Capital Universal da Chanfana.
“É um trabalho passo a passo com muita gente, com muitos intervenientes, com a comunidade local, e que assumem a chanfana como o ex-líbris do concelho, como um produto gastronómico cultural e turístico, que diferencia Vila Nova de Poiares de outros locais onde também se faz chanfana”, apontou.
De acordo com Madalena Carrito, “se não fosse todo este trabalho desde o início que a confraria desenvolveu, se calhar, não haveria hoje a procura, o impacto e o nome que Vila Nova de Poiares ostenta relativamente à sua gastronomia e, naturalmente, à chanfana”.










































































