O Rally de Portugal representa o próximo desafio para o Team Hyundai Portugal, naquela que é a segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). Para os concorrentes do CPR, a competição concentra-se exclusivamente nos dois primeiros dias – quinta e sexta-feira – 7 e 8 de maio.
Depois de, na prova de abertura da temporada, o Rali Terras D’Aboboreira, ambas as duplas terem confirmado a competitividade do Hyundai i20 N Rally2 e a candidatura da equipa à conquista do tetracampeonato de pilotos, as ambições mantêm-se para o Rally de Portugal, ainda que com uma estratégia ajustada à exigência de um dos ralis mais duros do calendário.
Como admite Gonçalo Henriques, “o Rally de Portugal é muito especial para mim e para a Inês (ndr: a navegadora, Inês Veiga) por passar na nossa zona. Todos os meus amigos, a minha família e todas as pessoas que me conhecem desde sempre vão estar a apoiar-me à beira da estrada e isso representa sempre uma motivação extra. Para além disso, é um orgulho enorme estar à partida da prova.”

O piloto de Vila Nova de Poiares antecipa, no entanto, um desafio exigente: “Vai ser um rali muito duro. O teste de preparação correu bem e conseguimos adaptar-nos aos pneus que vamos utilizar. O carro está muito bem afinado para as condições que vamos encontrar, mas vamos ter de fazer um rali com muita cabeça. Os pisos vão estar, presumivelmente, bastante degradados quando for a nossa vez de passar, por isso teremos de ser inteligentes e encontrar um ritmo rápido, mas controlado. Evitar furos e impactos nas pedras será fundamental, porque sabemos que é algo muito fácil de acontecer neste rali. Se conseguirmos fazer uma prova limpa, sem problemas, acredito que podemos lutar por uma boa posição.”
Também Hugo Lopes e Magda Oliveira chegam motivados, depois do andamento forte que demonstraram no Rali Terras d’Aboboreira: “Estamos muito contentes por estar novamente à partida da maior prova desportiva em Portugal e de um dos melhores ralis do mundo. É também especial poder competir, pela primeira vez, mais diretamente com os pilotos do mundial na nossa categoria.”
Mas o piloto de Viseu destaca o grau de dificuldade do rali: “Esta vai ser uma prova mais de consistência e resistência do que de pura rapidez. Vamos encontrar troços muito estragados, com muita pedra, e teremos seções longas sem assistência, o que obriga a uma gestão muito cuidada da mecânica e dos pneus para evitar furos. O mais importante será estar longe de problemas. Quem conseguir evitar furos e contratempos terá fortes hipóteses de alcançar um bom resultado. Nós queremos estar nessa luta e voltar a discutir os lugares da frente no CPR.”







































































