Cidadãos de várias regiões do país sairão à rua, amanhã, dia 2o de setembro, em defesa de uma nova política para a floresta e de melhores condições de vida para quem habita em zonas rurais.
Sob os lemas “Que outra floresta é possível?” e “Outra vida é possível para quem persiste em habitar em zonas rurais”, a mobilização terá lugar em 15 localidades portuguesas, incluindo Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Odemira e Oliveira do Hospital.
A iniciativa, organizada por um grupo informal de cidadãos e redes locais, surge num momento simbólico: dois dias antes do início do outono. “O verão finda e as televisões, os jornais, as rádios, as conversas nos cafés estão já concentradas noutros temas”, escrevem os organizadores nas redes sociais, defendendo que a floresta e os incêndios rurais não podem ser apenas temas sazonais. “São assuntos para todo o ano”, sublinham.
Entre as localidades onde estão previstas ações estão ainda Águeda, Arganil, Aveiro, Lousã, Pedrógão Grande e a cidade da Guarda. Em Lisboa, o protesto terá lugar às 18h00, no Campo Pequeno.
A mobilização dá continuidade à ação “Pela Floresta do Futuro”, promovida em setembro de 2024, e que reuniu várias organizações e movimentos locais. Em agosto passado, os promotores anunciaram o arranque de um novo processo de mobilização nacional, com contactos também estabelecidos com grupos da Galiza.
O principal objetivo é, segundo o grupo, “lutar pela vida das pessoas que vivem nas áreas rurais”, mas também denunciar o que consideram ser “planos catastróficos que resultam da combinação dos interesses da indústria dos fósseis e das celuloses, apoiados pelos governos ibéricos durante as últimas décadas”.
Os participantes defendem que a discussão sobre o futuro da floresta exige propostas concretas e compromissos a longo prazo. “Há várias reflexões a fazer, exigências e demandas imediatas e para os próximos anos”, afirmam.
Com o país ainda a recuperar de mais um verão marcado por incêndios florestais e eventos climáticos extremos, os promotores alertam para a necessidade urgente de rever modelos de gestão territorial, de produção e de ocupação do solo, numa perspetiva que valorize os pequenos produtores, a biodiversidade e as comunidades locais.









































































