A situação de maior risco associada à cheia do Mondego deixou de se verificar em Coimbra.
A presidente da Câmara Municipal, Ana Abrunhosa, afirmou esta sexta-feira, 13 de fevereiro, que, face às atuais condições meteorológicas e à evolução dos caudais, “a situação de risco grave acabou”. “Hoje vamos todos dormir muito melhor”, afirmou, sintetizando o sentimento de alívio após dias de forte tensão. Ainda assim, mantém-se o alerta nas zonas já inundadas e as populações evacuadas não devem regressar, para já, às suas habitações.
Com o caudal do rio a registar cerca de 1.633 m3/s e tendência de descida, fica afastado o cenário que nas últimas 24 horas mais preocupava as autoridades: a inundação generalizada da Baixa da cidade. “Aquela situação que temíamos, de a Baixa de Coimbra poder ficar inundada até à Câmara Municipal, não consta agora das nossas previsões”, sublinhou a autarca.
Apesar da estabilização da barragem da Aguieira e da redução progressiva dos caudais, várias áreas do concelho continuam alagadas. A presidente foi clara: “As populações das zonas inundadas não devem ainda regressar a casa. Não é seguro”.
O Município de Coimbra e a Proteção Civil admitem que a situação nas zonas mais afetadas se possa manter ao longo do fim de semana. As orientações para o regresso às habitações e às áreas agrícolas serão comunicadas apenas quando estiverem reunidas todas as condições de segurança.
“Estamos fora da situação de grande perigo que ontem temíamos, mas continuamos em alerta”, reforçou Ana Abrunhosa, apelando a que ninguém corra riscos desnecessários. “Confiaram em nós até agora. Não é por mais um dia ou dois que vão correr riscos”.
No caso dos três lares cujos utentes foram transferidos preventivamente para o Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia, está previsto o regresso às respetivas instituições a partir de sábado, de forma faseada e acompanhada.






































































