A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa manifestou apoio à posição assumida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, contestando as declarações do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que atribuiu às autarquias a responsabilidade pela demora na atribuição de apoios à reconstrução de habitações afetadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro.
Em comunicado, a CIM da Beira Baixa refere que os municípios têm vindo a analisar as candidaturas com meios próprios e sem qualquer reforço de recursos humanos ou técnicos, considerados insuficientes para responder dentro dos prazos definidos pelo Governo.
A situação é agravada, segundo a entidade intermunicipal, pelos danos provocados pelas tempestades em instalações municipais, o que tem dificultado o normal funcionamento de serviços e atrasado os processos.
De acordo com dados citados pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, já foram apresentados mais de 25 mil pedidos de apoio, avaliados por uma Estrutura de Missão composta por apenas sete elementos, o que é considerado manifestamente insuficiente para dar resposta à dimensão do problema.
As duas comunidades intermunicipais defendem ainda que o procedimento definido pelo Governo foi decidido sem consulta prévia às autarquias e consideram necessária uma simplificação administrativa do processo.
Neste sentido, a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa associa-se à congénere da Região de Leiria na exigência de esclarecimentos por parte do Governo às populações e empresas afetadas, bem como na revisão urgente do modelo de gestão do processo de validação das candidaturas aos apoios.









































































