O Rally de Portugal vai regressar a Viseu, em 2027, passando a acolher não só uma classificativa, mas também toda a estrutura logística da prova.
Segundo o presidente da autarquia, João Azevedo, o acordo com o Automóvel Clube de Portugalprevê a transferência da base operacional da Exponor, em Matosinhos, para a cidade viseense.
Durante duas semanas, cerca de quatro mil pessoas deverão trabalhar em Viseu, estando ainda prevista a realização de uma classificativa no concelho, em local a definir pela organização.
O contrato de patrocínio desportivo foi aprovado em reunião do executivo municipal, com a abstenção dos vereadores do PSD.
“Mais do que anfitriões de uma prova classificativa, seremos o centro operacional de todo o evento. A manutenção, a certificação, a emergência, os operacionais, os mecânicos, as marcas, os carros, enfim, toda a logística indispensável à realização do Rali de Portugal será feita e gerida em Viseu”, afirmou o autarca, enfatizando a “enorme satisfação” do Município e dirigindo um agradecimento especial ao Automóvel Clube de Portugal (ACP), responsável pela organização do evento.
O contrato de patrocínio desportivo entre o Município e o ACP foi hoje aprovado e representa um investimento financeiro municipal (anual) de 400 mil euros, aos quais acresce um montante de até 150 mil euros em despesas de ordem logística e de comunicação. Este contrato garante a realização da competição desportiva em Viseu nos anos de 2027 e 2028.
“Estamos a falar de uma operação de cerca de duas semanas, que poderá gerar mais de quatro mil dormidas no território. Serão milhares e milhares de pessoas, sejam aquelas ligadas diretamente à prova ou visitantes e turistas, amantes da modalidade”, destacou João Azevedo.
“O regresso do Rali de Portugal a Viseu, nestes moldes, terá um impacto e um retorno económico brutal na região, gerando dinamismo junto de diversos setores de atividade”.
Dados de 2024 apresentados pelo ACP dão conta do impacto recorde de 183 milhões de euros na economia nacional, com mais de 93 milhões de euros em despesa direta, efetuada por equipas e pelos 1,2 milhões de espectadores que acompanharam a prova.
Acresce ainda a este impacto o retorno mediático, já que a transmissão do Rali representa uma janela aberta e privilegiada sobre o Concelho e a Região de Viseu, contribuindo não só para a promoção da sua identidade e principais atributos naturais, patrimoniais, gastronómicos ou culturais, mas também para o seu posicionamento e notoriedade como destino turístico de excelência no país. Neste campo, o ACP destaca as mais de 870 horas de transmissão televisiva, chegando a mais de 100 países, nos vários cantos do mundo, e um retorno mediático avaliado em cerca de 89,6 milhões de euros.
O regresso do evento terá um custo anual de 400 mil euros para o município, podendo acrescer até 150 mil euros em despesas adicionais, como segurança. João Azevedo classificou a decisão como “histórica”, afirmando que Viseu será a “Capital do Rally de Portugal”.
O vereador do PSD, João Paulo Gouveia, manifestou preocupação com o impacto financeiro, pedindo maior transparência nas verbas envolvidas.
Recordou ainda que, no anterior executivo liderado por Fernando Ruas, os valores apontados para receber a prova rondariam um milhão de euros.
Em resposta, o autarca destacou que eventos como a Volta a Portugal em Bicicleta e o Rali Constálica representaram um investimento de 320 mil euros, sem a mesma projeção internacional do Rally de Portugal, que integra o campeonato mundial de ralis.
Acrescentou ainda que poderão ser estabelecidos acordos com outras entidades para apoiar o financiamento do evento.









































































