O Forte de S. Miguel Arcanjo ultrapassou recentemente a marca histórica de 3 milhões de visitantes desde que abriu ao público, em 2014, confirmando um percurso de crescimento contínuo e sustentado. Após um primeiro ano de funcionamento parcial — apenas durante cinco meses — o monumento passou a ter abertura anual contínua a partir de 2015, registando desde então um aumento consistente do número de entradas.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, o Forte localiza-se no promontório do Sítio da Nazaré e é um dos monumentos históricos mais emblemáticos de Portugal. Para além do seu valor patrimonial e arquitetónico, destaca-se internacionalmente pela sua proximidade às famosas ondas gigantes da Praia do Norte, que transformaram a Nazaré num destino turístico de referência mundial.
Em 2017, o Forte foi cedido ao Município da Nazaré pelo Estado Português, através de um auto de cedência e aceitação aprovado a 6 de junho, por um período de 25 anos. Este acordo atribui à autarquia a responsabilidade pela preservação, conservação e dinamização do monumento, garantindo a fruição pública e a realização de atividades culturais e de interesse municipal.
A cedência teve como objetivo assegurar a continuidade da utilização do espaço para fins culturais e turísticos, prevenindo a sua degradação. Nesse âmbito, têm sido promovidas várias intervenções de requalificação e valorização, incluindo melhorias nos acessos, conservação do imóvel e criação de condições adequadas à visitação.
Desde a sua abertura, o Município da Nazaré tem apostado na promoção do Forte, um marco histórico e arquitetónico do século XVI, através de exposições, conteúdos interpretativos e espaços dedicados à história local e ao fenómeno das ondas gigantes. O local funciona também como um ponto de observação privilegiado das ondas da Nazaré, atraindo visitantes nacionais e internacionais.
O alcance dos 3 milhões de visitantes reforça a importância da gestão municipal na valorização do património cultural e natural, no alargamento do acesso público e na dinamização sustentável do território. Este crescimento tem contribuído significativamente para a projeção da Nazaré além-fronteiras, impulsionando a economia local e promovendo, simultaneamente, a preservação deste legado histórico.








































































