Portugal precisa, neste momento, mais do que “apenas” um Presidente: precisa de um garante de equilíbrio, de ética e de serenidade democrática.
Como servidor público, entendo de forma arreigada que a intervenção política deve sempre ser feita com responsabilidade, clareza e profundo respeito pelas Instituições. Desta forma é, por tudo isto que, assumo, publicamente de forma transparente e convicta, as razões que me levam a apoiar António José Seguro como candidato a Presidente da República.
Faço-o consciente de que o País exige hoje uma magistratura de influência pautada pelo equilíbrio, por uma visão progressista e, sobretudo, por um homem que realisticamente incorpora em si e nos seus princípios, um profundo sentido de ser e de estar imbuído de humanismo. Um Presidente que una, que modere e que honre o cargo que representa e que nos representa e que me arrisco a procurar transmitir de forma sintética.
1. Um compromisso de vida com ideais claros
Tive o privilégio de conhecer e de privar com António José Seguro na Juventude Socialista, numa fase em que ambos acreditávamos ser possível construir uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais solidária. Nesse período, quanto integrei o Secretariado Nacional do partido Socialista, aprendi que a política só faz sentido quando é ao serviço do bem comum.
Hoje, ao integrar a sua Comissão de Honra, faço-o com a certeza de que esses ideais permanecem intactos. A ética, a responsabilidade e o compromisso democrático continuam a ser o seu Norte.
2. Equilíbrio institucional num tempo de concentração de poder
A democracia vive de equilíbrios, de pluralismo e de contrapontos saudáveis. Num contexto em que o Governo, a Assembleia da República e o poder local se encontram fortemente concentrados à direita, António José Seguro representa uma garantia institucional essencial na perspetiva de alcance de equilíbrio.
É o candidato melhor capaz de assegurar que o sistema democrático não se desequilibra, preservando a moderação e a diversidade de pensamento nas cúpulas decisórias do Estado.
3. Serenidade contra a polarização
Vivemos tempos marcados pelo ruído, pelos excessos e pela permanente crispação. António José Seguro distingue-se pela sobriedade e pela serenidade. É um agregador por natureza, alguém que sistematicamente privilegia o diálogo em contraposição com o confronto e a clareza ao invés da polémica.
Num País cansado de divisões artificiais, a sua comprovada capacidade de unir pessoas de diferentes quadrantes, constitui um ativo raro e necessário.
4. Autenticidade sem artifícios
A sua recusa em moldar-se ao marketing político é, paradoxalmente, uma das suas maiores forças. Como o próprio afirma: “Jamais me maquilharei para parecer mais isto ou menos aquilo”.
Esta autenticidade revela carácter, firmeza e honestidade intelectual — qualidades que os portugueses reconhecem e em que podem e devem confiar.
5. Um humanista de consciência e coração
Tive o privilégio de acompanhar António José Seguro numa visita ao Museu Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato. A emoção que manifestou perante o exemplo de alguém que colocou a consciência e o coração acima de tudo foi amplamente reveladora.
Ali ficou claro que estamos perante um humanista profundo, que compreende que o exercício do poder só é legítimo quando os valores vêm primeiro e as pessoas nunca ficam para trás.
Mais do que nunca, Portugal precisa de moderação, decência e sentido de Estado. Precisa de líderes que honrem as Instituições e coloquem a ética acima da ambição pessoal.
É por tudo isso que, com toda a convicção e em nome do progresso do meu País que, apelo ao voto em António José Seguro para Presidente da República — por estabilidade, por dignidade e por um futuro democrático à altura do País que somos e que em conjunto queremos ajudar à sua contínua construção e engrandecimento.
TEXTO:
Paulo Catalino
Presidente da Câmara de Carregal do Sal







































































