A vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública. Graças às vacinas, doenças que durante décadas causaram sofrimento, incapacidade e morte foram controladas ou praticamente erradicadas em muitos países. Por isso, preocupa-me o aumento de movimentos e opiniões que desencorajam a vacinação, muitas vezes baseados em informações falsas ou sem fundamento científico.
Cada pessoa tem direito à sua opinião e a tomar decisões sobre a sua própria saúde. No entanto, quando a recusa da vacinação coloca em risco a saúde de toda a comunidade, a questão deixa de ser apenas individual. As vacinas não protegem apenas quem as recebe; ajudam também a proteger aqueles que, por razões médicas, não podem ser vacinados, como alguns bebés, doentes imunodeprimidos ou pessoas com determinadas condições de saúde.
As crianças são, sem dúvida, as mais vulneráveis. Muitas das doenças preveníveis por vacinação, como o sarampo, a tosse convulsa ou a meningite, podem provocar complicações graves e até ser fatais. Quando os níveis de vacinação diminuem, aumenta o risco de surtos que afetam especialmente os mais novos.
É importante que o debate sobre as vacinas seja feito com base em evidências científicas e não em rumores divulgados nas redes sociais ou em informações sem credibilidade. A ciência não é infalível, mas as vacinas são dos medicamentos mais estudados e monitorizados do mundo, tendo demonstrado ao longo de décadas uma relação benefício-risco amplamente favorável.
Mais do que uma escolha pessoal, a vacinação representa um ato de responsabilidade coletiva. Proteger a nossa saúde significa também proteger os outros, sobretudo as crianças, que dependem das decisões dos adultos para crescerem em segurança e com menos riscos de enfrentar doenças evitáveis. Uma sociedade bem informada e comprometida com a vacinação é uma sociedade mais saudável, mais segura e mais preparada para enfrentar os desafios da saúde pública.
TEXTO:
Maria Ferreira
Psicóloga








































































